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sábado, 25 de agosto de 2007

LIVRO DE FOTOGRAFIA INCENTIVA A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS

A fotografia é utilizada por cinco fotógrafos de Porto Alegre (RS) para fomentar uma mudança cultural na sociedade brasileira sobre a questão da doação de órgãos e tecidos.
A parceria dos fotógrafos Elda Franco, Júlio Appel, Maria Clara Adams, Marta Morales e Walter Karwatzki com a instituição VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, que abriga pacientes de baixa renda em fase de pré e pós-transplante, resultou, inicialmente, na mostra fotográfica “Doando Vida” que iniciou em Porto Alegre, assumiu um caráter itinerante e já visitou seis cidades, com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas em relação ao ato de doar órgãos e tecidos. O projeto agora se transforma em livro que terá a renda integral obtida da vendagem revertida em prol da Pousada VIAVIDA. Apresentado no formato 22x20cm, tem 120 páginas com 70 imagens em preto-e-branco que exibem momentos capturados no cotidiano dos hóspedes durante um convívio de seis meses entre fotógrafos e pacientes, dentro e fora da instituição.
O livro “Doando Vida” é apresentado aos leitores pelo médico e escritor Moacyr Scliar e contém textos de Maria Lucia Kruel Elbern, Claudia Cardoso, Rogério do Amaral Ribeiro, além de um depoimento do fotógrafo canadense Freeman Patterson, que é transplantado.
Doação e desafio nortearam o trabalho destes cinco voluntários. Para o curador do trabalho, o fotógrafo Rogério do Amaral Ribeiro, o resultado deste projeto de fotografia documental pode ser traduzido em duas palavras: técnica e sensibilidade.
Transcender a situação dos fotografados foi um grande desafio. Mas, fotografá-los, foi a maneira encontrada por Elda Franco para sensibilizar a sociedade sobre a importância que o gesto de doar pode causar na vida dessas pessoas. O livro, segundo Júlio Appel, traz mais do que retratos singelos que pretendem transmitir a esperança de milhares de pessoas que amam a vida e que anseiam pela fraternidade do homem. Para Maria Clara Adams, conhecer estas pessoas foi, acima de tudo, uma grande aprendizagem de vida. A convivência com os personagens fotografados e com seus familiares revelou, para Marta Morales, a linha tênue que une a vida à esperança, a dor à alegria e o sorriso ao sofrimento. E para Walter Karwatzki, lidar com o desconhecido, no caso, a questão da doação de órgãos e tecidos, foi um desafio maior do que os impostos pelo domínio das técnicas fotográficas.
Assim, o conjunto de imagens apresentadas no livro “Doando Vida” revela que vale a pena ser um doador, pois não se doa apenas um órgão, doa-se uma vida.


Doando Vida
120 págs., R$ 30 (sem correio)
http://www.viavida.org.br/